Andarei pelo mundo, dar-te-ei outros nomes, inventando o teu corpo noutros corpos, reinventando o teu rosto noutros rostos. Porque é que, ao fim e ao cabo, não ficámos juntos? Pela porcaria dos 356 quilómetros que nos separam. Apetece-me dizer-te que, talvez eu tivesse de perder-te, para nunca me perder, e que só não me tendo acabarias por me ter sempre, como tens. Para quê explicar? Não se explica o inexplicável, foi assim porque sim.
Gostava que gostassem de mim, me desejassem. Pensando bem, foi sempre assim. E durante uns dias, foi assim que me senti, desejada... Não sei porque o fazias, e só muito mais tarde compreendi que era por sentires algo por mim, tal como eu por ti.
Há pessoas que trazem em si a solidão como uma doença que ninguém pode curar. Mas tu não: havia uma parte de ti que me chamava à atenção. Havia algo que me despertava o prazer de falar contigo. Mais tarde surgiu o medo: era um medo do desconhecido, talvez um pressentimento. Quem sabe se era dor de ser. Eu falava e não ouvias. Estavas ali e já não estavas. O teu reino era outro reino. Concluímos que nada fazia sentido, que não conseguias nutrir mais nada por mim pela merda da distância e eu vi que nada podia fazer para conseguir fazer-te ver tudo de outra forma. Tenho saudades das alturas em que o carinho era dado a toda a hora, com um simples “Gosto de ti” ou quando nos chamávamos de “amor” ou “bebé”. Queria que estivesses cá, ver tudo a passar, o tempo, a vida, tudo a passar muito depressa.
Surgiste numa fase em que precisava de alguém do meu lado, em que precisava de saber que era importante para alguém. E depois fugiste, fugiste-me por entre os dedos e, aí, vi mesmo que não podia fazer nada. Escolheste ser feliz do lado de outra pessoa, mas também te preocupaste em saber se estava feliz. E é isso que tenho de te agradecer. Isso e tantas outras coisas, como conversas, momentos de sorrisos, choros.
Queria partilhar a minha vida contigo, mas não deixaste. E disse-te que ia lutar por ti, que não ia vacilar. Vacilei, várias vezes, mas em silêncio. E, por fim, desisti. E disse-to. Não respondeste, e continuo ainda à espera de uma resposta. Continuarei à espera de uma resposta. Continuarei à tua espera, até ao dia…
7 comentários:
eu adorei. :')
ora essa, de nada :D beijocas!
As vezes é preciso desistir para se ser feliz...
Sigo!
Se não te quis secalhar é porque não te merecia, então luta pela tua felicidade, somos tão novos =)
Sim, sou mesmo muito feliz =)
Reparei que es do signo peixe, em que dia fazes anos ?
o Teu perfil diz-lo =P
20 de Fevereiro!
Fico imensamente feliz por saber isso, amor :)
«Estavas ali e já não estavas.» - como te percebo...
adorei *
Eu adoro o teu post :)
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