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Um ano que parece um século...


Fazes-nos tanta falta, Joãozinho. Olha por nós. :')
Dia 28 de Abril de 1992

Fazem, precisamente hoje, 19 anos que nasceu o melhor menino do mundo, o meu primo João. E tinha de lhe prestar uma homenagem neste grande dia.

Joãozinho, não estás presente fisicamente sim, para tristeza de toda a gente. Mas as memórias aquecem-me o coração. Cada vez que me lembro de todos os momentos que passamos, todas as brincadeiras, o meu coração rejubila de alegria e fico mais feliz. Mas eu não sou de ferro, ninguém o é. Há sempre uma parte de mim que chora, que sente a tua falta, que queria ter-te por perto por muitos mais anos. O destino pregou-te a maior e pior partida e tirou-te do nosso lado. Não tenho melhor homenagem para te fazer senão pensar em ti, ir visitar-te e abrir o meu coração, meu anjo da guarda: és enorme e eu amo-te sempre!
Nunca te esqueço, nem por um minuto diário. És parte de todos nós.
Obrigada por tudo, primo.

Pessoas entram e saem da nossa vida... Ou porque mudam de cidade, ou porque não nos merecem, ou porque acham que são demasiado importantes para ter contacto com alguém como nós, ou, na pior das hipóteses, porque morrem. Mas quem me era próximo e já partiu, continua sempre comigo, principalmente o meu primo João. Sim, chegou a hora de dar espaço às palavras que ele merece que sejam ditas em memória dele. 

O João é (sim é, não utilizo o passado para pessoas que já partiram) um dos meus primos. Nasceu 1 mês e meio depois de mim e crescemos juntos, com a mesma simplicidade de sempre. O João é fanático por futebol, fez parte do Gil Vicente, do Sta. Maria e, mais tarde, fixa-se no Alvelos.
É um jovem muito animado, sempre rodeado de amigos, sempre com um sorriso na cara. É um rapaz inteligente,  sempre disposto a ajudar família, amigos e quem precisa. É um rapaz saudável, tirando algumas constipações e a operação aos joelhos... Mas nada de grave.
Até que um dia, o nosso campeão recebe a pior notícia de todas: uma doença rara detectada no organismo dele (Rabdomiassarcomo alveolar metastésico), que mesmo assim, não o faz desistir. Luta sempre, sem nunca perder as forças. O seu objectivo é chegar aos 18 anos e sim, consegue. Durante toda a luta, as amizades ganham mais força para tentar ultrapassar este bicho que ataca o nosso menino, novas amizades surgem e o João nunca baixa os braços, luta sempre.
Até que um dia as forças não vencem o bicho. O João vai-se abaixo e torna-se um anjo da guarda para todos aqueles que só lhe querem bem. 9 meses a lutar, 9 meses cheios de força, 9 meses em que toda a gente vê o quão forte é o João. 9 meses difíceis, mas que certamente ficam na memória de todos, como um grande exemplo.

João, 7 meses e meio que já passaram, e ainda parece que foi ontem. Cada dia que passa, a saudade aperta mais, o amor que todos sentem por ti surge ainda mais, porque és e serás sempre um grande menino, um lutador e um exemplo. Precisamos todos de ti, mais que ontem e menos que amanhã. Amamos-te com todas as forças.
Para sempre, João Galo



6 Meses... Sim, faz hoje 6 meses que tu partiste e deixaste um vazio enorme no coração de toda a gente que te admirava. Orgulho-me MUITO de ter a honra de ter crescido contigo, de ter partilhado brincadeiras, tudo. Orgulho-me de ser da tua família, orgulho-me de ser tua prima e orgulho-me imenso quando me dizem que tu foste um grande exemplo de luta e força de vontade. A tristeza é diária e, cada vez que me lembro daquele dia em que o meu coração ficou desfeito, as lágrimas escorrem pelo rosto. Não, não é fácil, mas é tão bom saber que só nos abandonaste fisicamente, porque eu sinto-te todos os dias comigo, nos obstáculos diários que enfrento.
Foste, és e serás SEMPRE o maior orgulho da minha vida, João.

Dia 17 - Alguém com quem gostarias de trocar de vida por um dia e porquê.

Alguém com quem gostaria de trocar de vida? Por um dia?
Com o meu primo João. Mas não por minha causa. Acredito que ele precise de dizer às pessoas que ama para não chorarem e sofrerem pela ausência dele, porque ele está a olhar por todos nós. Todos temos saudades dele, todos sentimos que ele não merecia NADA do que se passou mas também todos sabemos que, onde ele está agora, está muito melhor, sem sofrimento, sem dor.

João Galo, sempre.

Dia 6 - O teu ídolo e porque.

Tenho dois ídolos.
A minha mãe, por ser quem é. Uma força da natureza, por aturar os meus stresses, por ser a minha vida!
O meu primo João, por nunca ter baixado os braços e por ter lutado até ao fim contra o "Zé". Tenho muitas saudades dele.

Amo-vos.

#11 LETTER TO A DECEASED PERSON YOU WISH YOU COULD TALK TO

Meus anjos da guarda,

Provavelmente, esta é a carta que mais me vai custar escrever, por um simples motivo: depois da vossa partida, encerrei as minhas palavras neste campo, acho que não tenho coragem nem capacidade para falar de vocês sem que derrame litros e litros de lágrimas, como estou a começar agora. Mas acho que me vai fazer muito bem.
Existem 3 anjos da guarda na minha vida. O meu avô João, a minha avó Ilídia, ambos pais da minha mãe, e o meu primo João, a perda mais recente. Sinto-me mais à vontade a falar de um de cada vez, e acho que até é melhor, porque eram todos muito diferentes.

Avô João: Partiste quando eu tinha apenas 1 aninho de vida, e não me lembro de nada do que passei contigo. Era demasiado pequena mas a mãe conta-me sempre que adoravas pegar-me ao colo tal como todos os outros. E contou-me que um dia me deixaste cair ao chão e ficaste tão aflito que não sabias o que fazer. Não faz mal, eu estou bem, sempre estive, nunca me aconteceu nada. Apesar de não me lembrar de ti, amo-te por tudo o que foste, pelo ADMIRÁVEL homem que foste, por teres dado a vida a todos os meus tios e à minha mãe, e por me teres amado e continuares a amar, mesmo não estando presente, fisicamente, na minha vida.

Avó Ilídia: Lembro-me como se fosse hoje o dia em que partiste. Foi perto do Natal, no dia 18 de Dezembro de 2008. Estava a fazer um presépio ao vivo na minha escola quando vi a mãe a chegar e fiquei receosa porque não era habitual ela aparecer na escola. Achei que tivesse feito alguma asneira e que a prof. Gabriela lhe tivesse ligado para ir falar com ela. Mas, infelizmente, não foi isso. E digo novamente INFELIZMENTE porque preferia mil vezes ficar de castigo por alguma asneira que tivesse feito do que te ter perdido tão cedo. E lembro-me também de ler nos lábios da minha mãe: "A avó morreu." Não queria acreditar. Foi como se caísse tudo em cima de mim. Fomos para Ponte de Lima e quando chegamos agarrei-me à Beatriz. Ela que era tão pequenina para perceber o que se passava. Queria ir à capela mas houve alguém que me disse: "É melhor não ires. Estás muito abalada, não vais aguentar." Não quis ouvir o que ela me disse. Fui com a mãe, com o Zé e com o tio Alexandre e, quando chegamos, parecia que havia algo que me impedia de entrar na capela. Estava lá a tia Goretti, os meus padrinhos e o tio Chico. Ao olhar para eles, ainda me senti pior. Comecei a chorar, não aguentei admito. Mas como todos costumam dizer: "Chora, chorar faz bem, alivia." Fiquei lá um bom bocado, com os olhos sempre em cima do teu caixão. Voltei para casa, com o Zé, os dois, em silêncio, abraçados. Jantei sem dizer uma única palavra e deitei-me. Não consegui fechar os olhos nessa noite. Não vou falar do dia seguinte porque não quero lembrar nada desse dia. O Natal desse ano foi o pior da minha vida. Estávamos todos à mesa, mas faltavas tu. Tu que adoravas ter os filhos todos reunidos, os netos felizes... Tudo isso era motivo de felicidade para ti. E tenho a certeza que ainda hoje é. Fazes-me falta avózinha, muita mesmo. Mas sei que estás a olhar por mim e a tomar conta de mim, com um sorriso nos lábios, abraçada ao avô, feliz ao lado dele, para a eternidade.

João: O que dizer de ti? A pessoa mais lutadora que conheci até hoje?! És, sem dúvida, um grande exemplo, para todos nós! Foste o melhor amigo para todos, um filho exemplar, neto, sobrinho e primo carinhoso, sempre com uma palavra aconchegante para todos.
Esse sorriso não deixava ninguém indiferente: eras, sem dúvida, feliz, cheio de sonhos, com amigos espectaculares, que nunca te deixaram até ao último dia. Nunca baixaste os braços. Lutaste sempre contra o "Zé", como lhe chamavas. E nem quando te viste sentado numa cadeira de rodas desististe, lutaste até ao fim, até não teres forças para mais, até o "Zé" ser mais forte que tu. E é por isso que és admirado por todos nós. Foste um GRANDE lutador, e orgulho-me de ti até ao fim da minha vida. É uma honra enorme ser tua prima, prima de um lutador, um herói, um exemplo, um CAMPEÃO! Orgulho-me de ter crescido contigo, de ter brincado contigo, de ter partilhado os meus primeiros anos de vida contigo. E acredita, nunca vou deixar o teu nome morrer, nunca! Vou lembrar sempre o nosso João como deves ser lembrado! Como um grande amigo, lutador, que nunca deixou de ter forças para lutar pela vida.
Fazes falta, muita mesmo, e todos os dias me pergunto o porquê de teres sido tu e não outra pessoa mas, infelizmente, os bons partem cedo, e tu, de tão bom que eras, partiste cedo de mais. tinhas uma vida pela frente, cheia de sonhos e ambições. Mas agora a tua maior ambição é olhar por todos nós e ajudar-nos em toda a nossa vida. Obrigada por tudo! E obrigada também pelas duas visitas que já me fizeste desde que partiste. Foi bom rever-te primo.

Amo-vos aos três, por igual.
Obrigada e até já meus anjos da guarda.

João Galo ♥

"João Carlos, João Galo, J.C., Jota, My Jonny. Não importa o nome qu e lhe chamavam, ele era especial, era único e insubstituível. Ele sabia o que queria, era determinado e destemido (tinha um bocado de medo de animais, mas quem não tem?). A sua beleza era notável, um borracho, o namorado que qualquer uma gostava de ter. Por dentro era ainda mais bonito, era simples, humilde e tratava todos por igual. Todos, mesmo todos eram merecedores do seu sorriso e foi assim, que em tão poucos anos de vida, conquistou colegas, vizinhos, professores, familiares e, sobretudo, AMIGOS. Quando o João Carlos ficou doente e os médicos disseram o que ninguém quer ouvir, foi como se ele caísse num buraco sem fim e na sua cabecinha só pensava nos sonhos que teria que desistir e o porquê de um destino tão cruel. Mas, a sua força de viver era tanta que tudo aquilo não passava apenas de uma pedra no seu caminho. E a prioridade naquele momento era sobreviver e vencer a doença, o "Zé" como ele lhe começou a chamar. Um dia começou a escrever a sua história, desde o momento em que soube que estava doente. E escreveu assim: "No início era apenas EU, agora sou EU e o meu amigo inseparável "Zé"...". Aos poucos o João foi-se agarrando a todas as coisas boas que o rodeavam e mesmo com as suas limitações, viveu um dia de cada vez. Venceu a primeira batalha quando enfrentou o "Zé". Venceu a segunda batalha quando conseguiu sobreviver a fortes quimioterapias e a todos os seus obstáculos. Venceu a terceira batalha quando, de cabeça levantada e sentado numa cadeira de rodas quis enfrentar a vida, saindo à rua debaixo dos olhares de quem por ele passava. Enquanto ele ia ganhando estas e muito mais batalhas, dizia-me: "EU fui feliz, EU sou feliz e quando ficar bom serei ainda MAIS feliz..". Por força do destino não conseguiu ganhar a guerra, não teve forças para vencer o "Zé", mas mesmo assim ele foi, para mim e para todos os que gostavam dele, um LUTADOR, um HERÓI e um VENCEDOR.
Amigos, agarrem a vida com todas as vossas forças e vivam-na da melhor maneira possível. Sejam amigos uns dos outros, ajudem-se uns aos outros e, se algum dia o destino vos puser uma pedra no caminho, lembrem-se do vosso amigo João e lutem, lutem sem desanimar, pois onde quer que ele esteja, vai estar SEMPRE do vosso lado para vou ajudar e com um sorriso nos lábios vos protegerá. A todos agradeço o que fizeram por ele, os momentos que partilharam com ele e todo o carinho que lhe deram. Obrigada por cada segundo, cada minuto, cada hora, pois para ele foi muito importante. Eu e a minha família vos seremos eternamente gratos."


Sandra Gomes.

obrigada ♥


Quase que nascemos justos, 1 mês e meio não é muito... Crescemos juntos, no meio de brincadeiras, na casa dos nossos avós...
Agora partis-te, deixas-te-nos cedo, mas tenho a certeza que não estás a sofrer neste momento... Foste um grande lutador, um exemplo de vida! Enfrentas-te tudo sempre, SEMPRE, com um sorriso na cara.
Obrigada por teres sido quem foste... E juro, JURO, nunca vou deixar o teu nome morrer... Nem eu, nem o resto da família e nem os teus amigos!
Primo, só morre quem é esquecido, e nós não te vamos esquecer.
Um dia, um dia vai ser para sempre, prometo!
Campeão, ly ♥♥