Percorro este caminho sem fim sozinha. Não queres agarrar a minha mão, percorrê-lo comigo, sem vacilar. As pedras que surgem durante o mesmo caminho, que são pisadas pelos meus pés, magoam, causam dor, uma dor infernal que teima em não passar. Os sons estranhos que ouço à minha volta causam-me medo, muito medo. A neblina que paira no ar durante a noite é algo que me atormenta. E tu não queres saber. Provavelmente até queres, mas fazes de conta que te passa ao lado.
Estou sozinha, com medo. Sinto-me lixo, e não sei o que fazer para modificar esse sentimento.