Talvez precise de ti. Ou talvez não... Pode ser apenas o hábito que te chame de encontro a mim e talvez nem te queira agora. Será mesmo isso? Pensa bem...
Amei-te? Realmente amei. Amei-te até ao último segundo que acabei de escrever esta palavra. E continuo a amar-te enquanto respiro, continuo a amar-te enquanto vivo. És um totó. És um totó que todos os dias de manhã se dirige a mim com palavras peculiares que me fazem sentir melhor que nunca. És um totó que se visse na rua era inepta de olhar e não beijar. És um totó que eu não consigo deixar de pensar 24 horas por dia. És um totó que quanto mais totó é mais desejo me dá de correr para os seus braços. És um totó que quando choro se preocupa, apesar de muitas vezes não saber que estou a chorar. És um totó que a cada dia que passa mata um pedacinho de mim para dar lugar à saudade e à mágoa, mesmo sem querer. És um totó que me faz sentir doente com a sua ausência.
Sempre que deito a cabeça na almofada às tantas da madrugada (tens o efeito de insónias) lembro-me sempre de algo que rapidamente se associa a ti, posso estar a magoar-me mas eu lembro. Lembro porque relembrar-te e amar-te é o sentido da minha presença. Se não lembrar sinto que algo de mim está perdido. Foste quem mais amei, és quem mais amo e és quem nunca deixarei de amar. Nada vai mudar isso, nem mesmo todas estas cicatrizes.
amo-te.