Mostrar mensagens com a etiqueta inventado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta inventado. Mostrar todas as mensagens
Tumblr_lkbs09xlrr1qf75j7o1_500_large

Eu juro, juro que tentei controlar a minha respiração quando me pegas-te ao colo e me prometes-te que podia para lá voltar, sempre que tivesse medo de algo. Que me irias proteger. 
Falhei. A respiração acelerou cada vez mais e a vontade dos meus lábios sentirem os teus era cada vez maior... O sentimento aumentava de segundo para segundo e eu não conseguia fugir dali, do turbilhão de coisas que ia sentindo. Era como se alguma espécie de Deus me disesse que era ali o meu destino e que era ali que eu devia permanecer. 
Eu jurei, falhei. 
Tu prometes-te e cumpris-te. 
Mas eu não podia negar o sentimento único que nos unia. Com o teu jeito delicado, pousaste-me no chão e disseste que era das únicas vezes que aquilo ia acontecer. Não percebi bem o que quiseste insinuar com aquilo mas rapidamente as palavras vaguearam para fora do meu pensamento. Olhaste-me nos olhos e com todo o brilho que tinhas, tentaste demonstrar como era o teu amor por mim.
Atrapalhaste-te tanto que eu acabei por te explicar que não é com palavras que ias lá. Foi aí meu amor, foi aí que me agarraste e fizeste o que sempre soubeste fazer tão bem: agarrar-me as mãos, olhar-me nos olhos e dizer: Sim meu anjo, és tu, és aquela. Eu amo-te, mesmo! (...)
inventado.

just another story IX

just another story IX

Tumblr_levkqfqx9m1qev6ako1_500_large

- "O que é que tu queres?"
- "Falar contigo Igor, resolver as coisas."
- "Já te disse que não quero falar contigo, nem sequer olhar para a tua cara."
- "Igor, vamos falar e é já! Quero que me ouças sem interrupções. Posso?"
Ele baixou a cabeça. Senti que fui dura com ele, mas teve de ser...
- "Sei que fui uma parva em não ter aceitado Igor, mas tenta compreender... Conhecemo-nos à pouquíssimo tempo, não sabemos muita coisa sobre cada um... Precisamos de saber para nos conhecermos minimamente bem para avançarmos com uma relação Igor. E outra: eu nunca namorei, nunca tive ninguém. Tenho medo. Não sei o que é isto de namorar. Tenho medo de sofrer. E tenho medo de te fazer sofrer."
- "Marta, chega, não quero ouvir mais nada. Eu prometo-te, aqui e agora, se namorarmos vais ser a rapariga mais feliz do mundo. A decisão agora é tua. tu escolhes: comigo ou sem mim."
Nunca tinha visto o Igor tão sério. E foi super estranho ouvi-lo falar comigo daquela forma. Olhei-o nos olhos e disse-lhe:
- "Desculpa..."
Aquele pedido foi acompanhado por um beijo intenso, cheio de amor, não pensando noutra coisa senão no presente, na felicidade que sentia em estar ao lado do melhor rapaz do mundo, do melhor namorado do mundo.
- "É esta a tua resposta, Marta?"
- "Sim amor, eu quero ficar contigo, para sempre, ser feliz do teu lado. E também te prometo que vais ser o rapaz mais feliz do mundo."
O Igor abraçou-me da melhor forma do mundo, um abraço apertado, onde me senti protegida. Sim, senti-me protegida finalmente. Finalmente senti-me amada e feliz. Finalmente posso construir a minha felicidade ao lado de alguém que me merece.

Fim.

(mil desculpas pela demora. aqui está mais um capítulo, e o último meus amores :) espero que tenham gostado.)

just another story VIII

just another story VIII

Tumblr_lhzfli3k7j1qfb0o8o1_1280_large

Terça-feira, 7h30 da manhã. O despertador toca e eu levanto-me da cama sobressaltada. Ligo o telemóvel e não tenho nenhuma mensagem. Ainda me sinto um pouco abalada com o que o Igor me disse... Mas tenho de seguir em frente. Tomo um duche rápido, visto-me, desço, tomo o pequeno-almoço e saio de casa sem me despedir dos meus pais... Ligo o mp3, coloco os phones e ponho a música no máximo. Durante o caminho, penso em tudo o que aconteceu comigo e com o Igor e esboço pequenos sorrisos à medida que me lembro dos nossos beijos. Com tudo isto decido que, mal o veja na escola, vou falar com ele, quer ele queira, quer não. Durante o caminho, encontro a Joana e fazemos o restante caminho juntas. Aproveito para lhe perguntar como é que ela está em relação ao assunto do outro dia, visto que não pude ir a casa dela.
- "Oh, estou mais ou menos. Sabes que eu gosto imenso do Carlos e ele acabar comigo porque «Não dá mais, não noto interesse da minha parte e não te quero magoar» dói. Mas não é nada que não supere. E tu amor? Ontem vi-te a chegar com um rapaz à escola. Quem é ele? Namorado?"
- "Pois. É o Igor. É o novo rapaz da minha turma. Veio viver para casa dos avós e está na minha turma. Conheci-o ali no café e começamos a falar. Mas não, não somos namorados."
- "Marta, porque é que eu acho que sentes algo por ele?"
Nunca escondi nada à Joana, mas já sei que se lhe conto que rejeitei o pedido de namoro dele, ela vai começar já a criticar. Mas pronto, não quero ser falsa.
- "Sim Joana, gosto dele. E ele também."
- "Marta, tipo, e não namoram? Porquê?"
- "Pois... Ele quer, mas eu acho demasiado cedo..."
- "Marta, deixa de ser parva. Não é demasiado cedo. Aproveita a vida Marta... Tu nunca namoraste, nunca tiveste ninguém, aproveita. Tenta construir algo com ele Marta."
- "Pois Joana, mas ele agora não me quer falar... Disse para não lhe dirigir a palavra nem olhar para ele..."
- "Está magoado, é normal. Mas insiste com ele Marta, não desistas facilmente. Vai ter com ele e fala com ele."

- "Já tinha pensado nisso, mas tenho medo... Tenho medo que ele me trate mal... Eu não o queria magoar, de todo."
- "Marta, tenta..."

just another story VII

just another story VII

Tumblr_liopqarige1qat2ooo1_500_large

- "Queres namorar comigo?"
Aquele pedido zoou-me nos ouvidos e foi algo de muito estranho. Nunca ninguém me tinha pedido em namoro, nunca namorei, não sei o que é ter uma relação com alguém. Nunca fui muito ligada a isto de "amar" alguém, de fazer juras de amor. Mas com o Igor era completamente diferente. O Igor era especial, fazia-me sentir especial. Mas, a meu ver, era muito cedo para entrar numa relação com ele. Quase não nos conhecemos.
- "Igor... Eu gosto muito de ti, gosto. E acredita, se nos conhecesse-mos à mais tempo, aceitava, juro-te que aceitava. Mas ainda é muito cedo. Desculpa, a sério. Nunca estive numa situação destas. Nunca amei verdadeiramente ninguém como te estou a começar a amar. Com o tempo, acredita que vamos conhecendo mais coisas um sobre o outro e vai ser muito melhor para nós."
O Igor baixou a cabeça e nada disse. Não balbuciou uma única palavra. Apenas me virou costas e foi para dentro da escola.
(...)
18h00, fim de aulas, liguei à minha mãe a saber se podia ir ao hospital e ela disse-me que sim. Vi o Igor ao longe e decidi esperar por ele e perguntar-lhe se queria ir comigo. Quando lhe perguntei, ele respondeu que não podia, que tinha de ir para casa estudar. Achei estranho, mas deixei passar. Fui para o hospital e deixaram-me logo entrar para ver o meu pai. Quando o vi, chorei de alegria. Lá estava ele, sentado na cama, a sorrir para mim e a dizer o "Olá filhota!" que eu tanto gosto.
- "Pai, como é que estás? Estás bem?"
- "Estou filha. É um milagre. Raras são as pessoas que não ficam com sequelas de um AVC, e eu fui uma delas. Sinto-me um homem de sorte."
- "E és pai, e és. E quando podes voltar para casa?"
- "Agora mesmo filha, vamos todos, eu, tu e a mãe."
Rejubilei de alegria. Nem queria acreditar que ia ter o meu pai de novo em casa.
(...)
Bastou bater a porta de casa para ser uma festa autêntica. Mal o meu irmão viu o meu pai correu para o colo dele, e agarrou-o pelo pescoço. Já eu, subi para o meu quarto e fui tomar um banho que o dia foi complicado. Antes, decidi enviar uma mensagem ao Igor.
"Anjo, o meu pai voltou para casa. Parece que tudo está a correr bem agora. E tu fazes parte disso. Obrigada por estes dias. Beijinhos, adoro-te."
Fui para o banho e, no fim, voltei para o meu quarto. Vesti o meu pijama e olhei para o telemóvel. Não tinha nada. Desci para jantar e no fim dei a desculpa de que estava cansada e que ia dormir. Subi e corri para ver o telemóvel. Tinha uma mensagem, do Igor.
"Ainda bem Marta, fico feliz por ti. Faço parte? Juro-te que não parece. Deitaste-me fora como se fosse um papel amachucado. Dei-te o meu coração para as mãos e rejeitaste-o. Não me fales mais, e tenta não me dirigir palavras nem olhares na escola. Obrigado."
Não queria acreditar no que tinha lido. Deitei-me debaixo dos lençóis e não quis saber de mais nada. Vou fazer o que ele me pediu, não me restam dúvidas.

(já sabem, continua. desculpem a demora, tenho andado a estudar para ver se consigo levantar a nota do exame de português. quem não leu as restantes partes, basta clicar numa das etiquetas aqui em baixo "story" ou "inventado" que é direccionado aos outros posts. obrigada por tudo. ah! só mais uma coisa: estou quase nos 150 seguidores. já somos uma grande família meus amores.

just another story VI

just another story VI

188991_10150126262226545_654771544_6788325_7712895_n_large


Sentir os lábios do Igor colados aos meus foi uma sensação do outro mundo. E os seus braços a agarrar-me, sem nunca me largar foi a melhor coisa do mundo. Sim, confesso, foi a primeira vez que beijei alguém, e senti um formigueiro enorme na minha barriga.
Despedimo-nos e eu corri para dentro. Entrei e a minha avó disse que tinha uma boa notícia para mim:
- "A tua mãe ligou e disse que o teu pai já saiu do coma."
- "A sério?! Vou já lá a correr para o ver!"
- "Não Marta. Para já ainda ninguém o pode ver. Só mesmo a tua mãe..."
- "E quando é que ele vem para casa, sabes?"
- "Ainda não."
Subi para o meu quarto com um misto de felicidade e tristeza na minha cabeça. Felicidade pela minha situação com o Igor e do meu pai ter saído do coma; tristeza por ainda não saber quando é que ele volta.
Olhei para o telemóvel e tinha uma mensagem, da Joana.
"Olá meu amor. Então, como é que está o teu pai? Fiquei bué preocupada contigo. Beijinhos, amo-te."
Resposta:
"Olá amor. O meu pai teve um avc. Esteve em coma umas horas mas, felizmente já saiu. Agora é esperar para ele voltar para casa.
Beijinhos, love you."
Decidi ir tomar um banho antes de descer para jantar.
(...)
Depois do jantar, ajudei a minha avó a arrumar a loiça e disse-lhe que me ia deitar. Ela deu-me um beijo de boa noite e eu subi até ao meu quarto. Vesti o pijama e deitei-me. Entretanto, senti o meu telemóvel a vibrar. Era uma mensagem do Igor.
"Gostei de passar a tarde contigo. E a nossa despedida foi a melhor de tudo. Obrigada Martinha. Beijinhos, adoro-te."
O meu coração rejubilou de alegria. Respondi-lhe:
"Também gostei da nossa tarde. Sei que não foi pelos melhores motivos, mas o que interessa é que foi passada contigo. És muito especial, acredita. Beijos, adoro-te."
Adormeci com o telemóvel na mão, e ligado ainda por cima.
Acordei no dia seguinte (Segunda-feira) às 7.30h. Levantei-me, tomei um duche rápido, vesti-me, peguei na mala e desci para tomar o pequeno-almoço. Eram 8h quando saí de casa e o Igor estava à minha porta.
- "Bom dia!"
- "O que é que estás aqui a fazer? Tu és doido!"
- "Passei para irmos juntos para a escola, ou já não posso?"
- "Claro que podes. Vamos?"
- "Sim."
(...)
Quando estavamos quase a chegar à escola, ele pára e pergunta-me:
- "Marta, o que nos aconteceu ontem, passou-te ao lado?
- "Não, mas porquê?"
- "Queres namorar comigo?"


(mil desculpas pela demora. o tempo tem sido pouco. beijinhos a todos, obrigada por tudo.)

just another story V

just another story V

Tumblr_lh46gtjucm1qciek8o1_1280_large

Naquele momento o mundo parou. Estavamos a um passo de nos beijar... Podia olhar-lhe nos olhos e ver um pequeno brilho, podia sentir a sua respiração ofegante, com sede de me beijar. De repente a minha avó bate à porta e afastámo-nos rapidamente.
- "Sim avó?"
- "O teu amigo almoça cá?"
- "Não sei. Igor, queres almoçar cá?"
- "Por mim, tudo bem. Mas não quero incomodar."
- "Não incomodas."
- "Então vão para a sala, para olhares um bocadinho pelo Tomás."
Aquilo calhou mesmo mal. Mas pronto. Descemos e o meu irmão, não percebi bem porquê, veio logo para o meu colo. Não é nada costume mas pronto... Começou a dizer umas palavritas mas eu não prestei atenção. O Igor não tirava os olhos de mim nem eu dele... Mas os meus pensamentos também recaiam sobre o estado de saúde do meu pai. Queria vê-lo, tocar-lhe. E perguntei logo à minha avó se podia ir ao hospital durante a tarde. Ela disse que sim, mas que não ia sozinha. O Igor prontificou-se logo a ir comigo e a minha avó lá aceitou.
No fim do almoço, eu e o Igor saímos e fomos em direcção ao hospital. Durante o caminho, poucas foram as palavras proferidas. Talvez por timidez, talvez por estarmos a pensar no que aconteceu durante a manhã, não sei.
Quando chegamos ao hospital, pedi-lhe que ficasse cá fora, para não haver mais perguntas. Ele aceitou e eu entrei. Fui à procura da minha mãe e, quando a encontrei, ela abraçou-se a mim a chorar... Culpava-se por não ter percebido nada durante a noite e pedia-me desculpas... Eu sabia perfeitamente que ela não tinha culpa, poderia ter acontecido com qualquer um... Perguntei-lhe se podia entrar e vê-lo e ela disse para esperar que passasse o médico para lhe perguntar. Quando ele passou, corri a perguntar e ele, com um pequeno sorriso disse que sim.
Entrei e o meu coração parou. O meu pai estava cheio de fios e máquinas à volta dele... Aquele cenário chocou-me um pouco, mas mesmo assim fiquei. Mesmo sem sabendo se ele me podia ouvir, disse-lhe:
- "Pai, melhora rápido, por favor. Precisamos todos de ti, mais que nunca. O Timmy farta-se de perguntar por ti, porque não estás em casa para jogar com ele à bola e lhe fazeres cócegas. Já viste? Quando tu lhe fazes cócegas, fartasse de berrar, agora tem saudades delas. (risos) E eu tenho saudades dos teus mimos, de quando te pões a fazer-me festinhas no cabelo... Vá pai, melhora rápido, por favor, e volta para casa..."
E dito isto, dei-lhe um beijo na cara e saí. A minha mãe entrou logo a seguir a mim e eu fui ter com o Igor. Agarrei-me a ele a chorar e ele nunca me largou... Senti-me protegida. Senti que podia contar com ele... Senti que ele me queria ver bem. Saímos dali e fomos para o parque, para o pé do lago. Ele começou a dizer umas parvoíces para tentar animar-me um bocado, e lá conseguiu. Lá esbocei um sorriso... E vi que ele ficou feliz. E deu-me a mão...
- "Martinha, o que se passou connosco de manhã... Não te passou ao lado."
- "Como sabes?"
- "Vi pelos teus olhos... Estavam a brilhar imenso."
- "Hmm, está bem, se o dizes."
Não consegui deixar a timidez de lado... Não sei porquê mas continuo cheia de vergonha de admitir o que sinto.
Ele olhou para o relógio e disse que tinha de ir embora e disse que me levava a casa... Fomos e, desta vez, falamos durante o caminho. Falamos do que mais gostavamos e do que queriamos fazer daqui a uns anos...
Chegamos a minha casa e cheguei-me ao pé dele para me despedir... Ele agarrou-me e beijou-me. Não resisti...

(hoje não estou com grande imaginação, desculpem)

just another story IV

just another story IV

Tumblr_li5v3npfho1qhiv5to1_500_large

- "Marta, liga para o 112!"
Corri para o meu quarto, buscar o telemóvel.
- "O meu pai está estático na cama, não reage a nada. É urgente. A morada é (...)"
Completamente assustada fui a correr ver como estava o meu irmão. Vejo pela porta do seu quarto que está a dormir que nem um anjo.
- "Marta, anda aqui, rápido!"
Corri para o quarto dos meus pais e a minha mãe disse-me:
- "Eu vou com o teu pai para o hospital. Liga à avó para ver se ela pode vir para aqui. Ficas com o teu irmão e tomas conta dele filha."
- "Sim mamã... Mas logo que saibas algo avisas."
De repente chegou o INEM. Fui-lhes abrir a porta e entraram 2 homens, suponho que fosse um paramédico e um enfermeiro... Levaram o meu pai numa maca e a minha mãe foi logo atrás. Entretanto ouço o meu irmão a chamar pela minha mãe. Peguei nele ao colo e disse que iamos buscar o pequeno-almoço para ele. Tentei manter a calma e acho que consegui. Não queria mostrar preocupação ao pequeno. Apesar de ser criança, ele percebe tudo. Liguei à minha avó...
- "Bom dia avó. Olha, o pai foi para o hospital... A mãe disse para te ligar, caso pudesses vir para aqui."
- "Sim Marta, eu vou já para aí. O teu irmão?"
- "O meu irmão está comigo, está a comer..."
- "Está bem, eu vou já para aí."
Vou para o pé do meu irmão, que já tinha terminado de comer. Levo-o para a sala e fico com ele a ver uns desenhos animados. Admito que não estive atenta ao que se passava nos bonecos. Ouvia  as gargalhadas do Timmy mas estava com a cabeça no hospital...
Entretanto, a minha avó chegou a casa e perguntou-me se já tinha notícias do meu pai e eu respondi negativamente com a cabeça. Ela passou-me a mão na mesma e disse com a sua voz calma "Vai correr tudo bem meu anjo, não te preocupes."
Subi e tomei um banho para tentar acalmar-me... Não funcionou. A minha avó pergunta o que quero almoçar e eu respondo "Nada.". Não tenho fome. Quero saber o que tinha o meu pai...
O meu telefone toca e corro para ver quem é. Joana...
- "Sim Joana, diz."
- "Passas aqui daqui a bocado? Vou sair com os meus pais e não vou estar a tarde toda em casa..."
- "Joana, desculpa, hoje não vai dar... O meu pai está no hospital, e tenho de ficar em casa... Fica para outro dia."
- "Mas o que se passa?"
- "Ainda não sei também, mas depois quando souber, digo-te!"
- "Está bem princesa, cabeça para cima, sempre. Amo-te e estou sempre contigo."
- "Obrigada amor."
Desligo o telefone e vejo que tenho uma mensagem...
Igor, 10h23:
"Bom dia pequenita. Estás mais relaxada? Podemos falar? Beijinhos."
Resposta:
"Bom dia Igor... Estou pior. O meu pai foi para o hospital e estou preocupadíssima... Não sei o que fazer."
O telefone toca.
- "Sim?"
- "Sim Marta, sou eu. Chama a avó."
- "Mãe, o que se passa?"
- "Chama a tua avó."
Chamei a minha avó e ela esteve a falar durante quase 5 minutos com a minha mãe.
- "Avó, o que se passa?"
- "Marta, tem calma... O teu pai teve um AVC e agora está em coma..."
- "Mas porquê?!"
- "Ninguém sabe o porquê mas ele vai ficar bem, tenho a certeza."
- "Avó, ninguém sabe..."
Não quero ouvir a resposta. Subo para o meu quarto e deito-me na cama a chorar. Lembro-me de olhar para o telemóvel e vejo que tenho uma mensagem. É do Igor.
"Como é que estás? Queres que vá ter contigo a algum sítio? Eu estou aqui para ti..."
Não resisto ao facto de ele perguntar se quero que ele venha ter comigo. Deixo o orgulho de lado e digo-lhe:
"Sim Igor, preciso de alguém comigo. Anda ter a minha casa. É ao pé da escola, a casa branca com janelas de madeira e um alpendre com uma cadeira de baloiço."
(...)
A campaínha toca. Vou abrir e é ele. Abraço-o sem pensar em nada e digo à minha avó que "Vou subir com o meu amigo para o meu quarto." Sei que a minha avó não achou muita piada ao facto de trazer o Igor para o meu quarto, mais não quero saber...
- "Como é que estás pequenina?"
- "Nem sei bem... Acho que ainda não digeri bem isto tudo."
O Igor abraçou-me e pude sentir o seu perfume... Quando me larga, encosta a cara à minha e diz-me bem baixinho: 
- "Estou sempre do teu lado, sempre."
Deu-me um beijo na testa e, de seguida, aproximou os seus lábios aos meus...

just another story III

just another story III

Z219541051_large

- "Marta, não sei se vais gostar de ouvir isto mas..."
Comecei a tremer por todos os lados... Que queria dizer ele com aquele "mas"? E porque me sinto assim?
- "Podes dizer Igor... Não tenhas medo!"
- "Isto não é fácil Marta. Nunca fui rapaz de acreditar nestas coisas... Mas, senti algo quando te vi... Algo muito forte, algo que me impedia de retirar o meu olhar sobre ti. Não sei se é a isto que chamam de amor à primeira vista, mas foi o que senti. O meu pensamento recai a todas as horas sobre ti... E não sei o que fazer em relação a isto tudo."
- "Igor... Apanhaste-me de surpresa, não estava nada à espera, mas vou ser sincera contigo: aconteceu o mesmo comigo. A cada minuto que passa penso mais em ti, rejubilo de emoção a cada mensagem tua, o meu coração bate mais depressa sempre que te vejo. Nunca me senti assim... Não sei o que é isto, e tenho medo."
- "Não tenhas, eu protejo-te. Basta deixares, deixares que permaneça contigo, sempre. Não digo para sempre, porque é incerto, ninguém sabe o que o futuro nos traz. Mas eu quero fazer-te feliz."
As palavras do Igor bateram forte dentro de mim. Não sei o que fazer, não sei como agir... Ele agarra a minha mão...
- "Marta, fica comigo... Prometo que te vou fazer feliz."
- "Igor, desculpa, não sei o que pensar nem fazer, desculpa..."
E saio do parque, numa correria sem fim, na esperança de chegar a casa e deitar-me na minha cama, para pensar no assunto... Faço-o sem nunca olhar para trás, não quero saber o estado em que deixei o Igor. Estou a ser egoísta e estúpida, eu sei, mas caramba, é tudo tão recente e estranho para mim...
Chego a casa e corro para o meu quarto. A minha mãe vem atrás de mim...
- "Marta, que se passa?!"
- "Nada mãe, está tudo bem."
- "Marta, eu conheço-te. Algo se passou... Vamos conversar."
A minha mãe senta-se na minha cama e eu explico-lhe tudo...
- "Oh filha, e estás assim porquê? Não é necessário... Se ambos gostam um do outro, porque não avançam? Não tenhas medo. Eu vou estar sempre aqui para te apoiar..."
- "Mãe, eu nunca me senti assim. Nunca estive apaixonada. É tudo muito estranho para mim... Sinto-me a rapariga mais estranha no mundo. Parece que não existe nada à minha volta. Não sei o que fazer..."
- "Filha, deita-te e dorme. Refresca a tua cabecinha. Vais ver que amanhã vais estar melhor e vais conseguir pensar em tudo. Tens de ter calma."
- "Vou tentar mãe, vou tentar."
- "Vais conseguir filha. Dorme bem, até amanhã."
- "Até amanhã mãe."
Estou confusa... Acho que vou seguir os conselhos da minha mãe mas, primeiro, vou desligar o telemóvel para não me chatearem durante a noite. Olho para o visor e vejo 7 chamadas não atendidas e 3 mensagens. As chamadas eram todas do Igor, as mesagens eram 2 do Igor e 1 da Joana, a minha melhor amiga.
Igor, 23h12:
"Marta, desculpa, não te queria assustar... És fenomenal e eu fui um parvo, agi demasiado depressa, e muito  provavelmente assustei-te. Desculpa pequenina."
Igor, 23h35:
"Diz qualquer coisa, só para saber se está tudo bem... E, mais uma vez desculpa... Não queria nada disto para os dois. Beijinhos."
Joana, 23h26:
"Martinha, preciso de falar... O André e eu demos um tempo, não tenho ninguém a quem recorrer para falar. Sei que andas ocupada com os testes mas se não falo com alguém, rebento... Amanhã podes passar por cá? Beijinhos, amo-te."
Resposta para a Joana:
"Joaninha, então? Sim, eu amanhã da parte da tarde passo aí. Mas anima-te... Não te quero embaixo. Beijinhos, amo-te."
Resposta para o Igor:
"Está tudo bem. Boa noite, beijos."
Sei que fui um bocado rude com esta resposta ao Igor, mas não tenho nada na cabeça neste momento... E sinceramente nem sei se vou ter cabeça para ouvir a Joana, mas logo se vê...
(...)
São 8h da manhã, é domingo... E não dormi nada de jeito. Desço para tomar o pequeno almoço mas ainda ninguém acordou... Pego numa taça, nos meus Golden Grahams e no leite do frigorífico. Como, tenho a cabeça vazia, não consigo pensar em nada e não sei o que fazer. Subo para o meu quarto e ligo o telemóvel. Ele vibra 2 vezes... 2 Mensagens.
Joana, 00h20:
"Está bem princess. Obrigada por estares sempre que preciso. Amo-te melhor."
Igor, 00h32:
"Ainda bem que está tudo bem. Deixaste-me preocupado... Quando estiveres com a cabeça "limpa", diz-me qualquer coisa. Gosto muito de ti, beijinhos."
Decido não responder a ninguém...
De repente, ouço a minha mãe aos gritos... Corro para o quarto dos meus pais e vejo o meu pai sem se mexer na cama...
- "Marta, liga para o 112!"

(porque é que isto não me está a entusiasmar? :s já sabem, continua...)

just another story II

just another story II

Nhung-con-duong-tinh-yeu-2_large

Acabei de acordar. É sábado e são exactamente 11h da manhã. Ligo o telémovel e sinto-o vibrar entre as minhas mãos. Olho para o visor e o meu coração pára naquele momento. Uma mensagem do Igor.
"Marta, desculpa, não sabia do telemóvel. Gostei muito da tua primeira impressão e juro que não te vou desiludir. Quando marcamos um café para saber um pouco mais de ti?
Beijo grande."
As minhas mãos começaram a suar. Sinceramente, não percebo o porquê de isto estar a acontecer, nunca me senti assim, ele não me sai da cabeça... Bom, de qualquer das formas, decido responder-lhe.
"Bom dia Igor. Ontem deitei-me cedo, estava muito cansada... Espero que sim, que não me desiludas. Quanto ao café, se quiseres, podemos marcar qualquer coisa para logo, depois do jantar. Que achas?
Um beijo."
Neste momento só pensava em estar com ele, mais nada importava. Mas que sentimento é este? Levanto-me da cama e vou tomar um banho para acabar de acordar. Durante o banho, vêem mil e um pensamentos à minha cabeça... O Igor continua a não sair do meu pensamento... Entretanto, ouço alguém bater à porta do w.c.
- "Quem é?"
- "Sou eu Marta. Olha, hoje vamos almoçar a casa dos avós. Põe-te pronta depressa que entretanto saímos, sim?"
- "Sim mãe, eu despacho-me."
Boa, casa dos avós. Significado de almoço de família, ou seja, tias chatas à minha volta. De qualquer das formas, vou ver os meus avós, os únicos que tenho e que, mais que tudo, tenho medo de perder. Adoro ouvir as histórias que a minha avó me conta, de como ela e o meu avô se conheceram e de como lutaram contra todos os que não os queriam juntos.
Saio do banho, passo uns cremezitos e visto-me. Entretanto olho para o telemóvel e tinha uma mensagem, do Igor. 
"Bom dia querida. Não tem mal nenhum teres ido descansar cedo. Aliás, acho muito bem que descanses a cabeça. Bom,café no fim do jantar? Óptimo. No mesmo café de ontem, às 21h. Pode ser?
Beijinhos, até logo." 
Respondi-lhe à mensagem com um "Sim, pode. Beijos.". Nem quero acreditar, vou estar com ele. Acabo de me arranjar e desço as escadas a correr.
- "Mãããe, já estou pronta."
- "Está bem Marta. Vai buscar o teu irmão à sala e vamos. O pai já está a tirar o carro da garagem."
Quando chegamos a casa dos meus avós, vejo logo a minha prima Mafalda. Acho que de todos os meu primos, é com ela que me dou melhor. Não sei se por ser mais velha, mas uma coisa é certa, a Mafalda e eu somos muito cúmplices e acho que, até hoje, foi a ela que lhe contei tudo o que se passou de bom ou mau comigo. Devo-lhe contar sobre o Igor? Ou será demasiado cedo?
Saio do carro e vou logo logo ter com ela.
- "Mafalda, que saudades que tinha tuas. Como tens estado?"
- "Olá Martinha. Oh, vou estando... Ando cheia de frequências e trabalhos. O estágio está quase à porta e eu estou com medo de errar em algo."
- "Mafalda, não tens que te preocupar. Tu és responsável e cuidadosa. Tenho a certeza absoluta que o estágio te vai correr lindamente."
- "E tu prima, como estás? Namorado? (risos)"
- "Eu estou bem. Também ando cheia de testes e trabalhos, mas nada que não se resolva com muito estudo e empenho. Namorado? Nenhum. Sabes bem que nunca fui muito chegada a essas coisas de paixões e namoros..."
Neste momento, o Igor vem logo à minha cabeça... Aii, que coisa, odeio estar assim. Quero concertrar-me na escola, não quero baralhar-me com outros assuntos.
(...)
São 19h e peço à minha mãe para irmos embora.
- "Marta, agora? Ainda é cedo... E os teus tios ainda estão todos cá. Espera mais um pouco."
- "Mas mãe, eu combinei com um amigo meu às 21h no café. E ainda tenho de jantar e arranjar-me."
- "Uhm, amigo? (risos) Não será namorado?"
- "Não mãe, é só um amigo."
- "Pronto filha, tudo bem. Diz ao pai que já vamos. Vou buscar o Timmy lá dentro."
(...)
Bom, são agora 20h30, já jantei, vou preparar-me para ir ter com o Igor. Visto o meu vestido preto, prendo o cabelo e passo máscara nas pestanas. Mas... Porque raio é que me estou a arranjar tanto? Até parece que gosto dele... Enfim.
- "Até logo mãe."
- "Não venhas tarde Marta..."
- "Não te preocupes mãe, eu chego cedo."
Chego ao café e o Igor já está lá. O meu coração está a mil à hora e eu sem perceber o porquê...
- "Olá Marta."
- "Olá Igor."
Esta apresentação foi acompanhada por dois beijos na face de cada um. Pude sentir o seu perfume maravilhoso...
- "O que queres tomar?" 
- "Uhm, pode  ser um café."
- "Estás muito bonita hoje, Marta."
- "Oh, obrigada Igor. O mesmo se aplica a ti."
Como já estou farta do ambiente do café, sugiro imediatamente irmos para o parque, como não está frio... A minha proposta é aceite de imediato...
Durante o caminho permanecemos de boca fechada. Apenas olhares eram trocados, nada demais. Até que o Igor decide quebrar o silêncio.
- "Como foi o teu dia?"
- "O normal... Fui almoçar a casa dos meus avós, passei lá a tarde... Apenas isso. E o teu?"
- "Nada demais também... Olha, tenho uma pergunta a fazer-te, mas espero que não leves a mal. Namoras?"
- "Uhm, não, mas porque perguntas?"
- "Marta, não sei se vais gostar de ouvir isto mas..."

(continua... desculpem a imagem, sei que escrevi que estava bom tempo, mas não arranjei uma melhor :x)

just another story

just another story I

Retro_indie_old_and_tea_by_squierr_large

Ouço o telefone a tocar. Sinceramente, não estou com muita vontade de falar com alguém mas atendo.
- "Sim?"
- "Olá Marta. Sou eu, o Pedro. Era para te perguntar se me podias emprestar os apontamentos da aula de Português de hoje. Não sei se reparaste mas faltei... E preciso de estudar visto que, como deves saber, o teste é já para a semana."
- "Sim Pedro, eu reparei que faltaste. Não há problema nenhum, eu empresto-te os apontamentos. Onde nos encontramos para te entregar as coisas?"
- "Uhm, pode ser no parque, às 18h?"
- "Sim, pode."
- "Pronto, então até logo Marta."
- "Até logo Pedro."
O Pedro é só o rapaz mais giro da minha turma. Alto, moreno, olhos verdes. Mas o típico baldas, cheio de mania, porque "Ah e tal, eu sou o maior". Mesmo assim, acho-lhe uma certa piada.
Olho para o relógio. Tenho exactamente 1 hora e 30 minutos para passar os apontamentos a limpo (sim, porque no meio desta balbúrdia toda, ele não vai encontrar o ponto de partida), tomar banho e ir buscar o meu irmão ao infantário.
Começo a passar os apontamentos a limpo. 10 minutos e tenho tudo completo. De seguida vou tomar o meu banho e arranjar-me para sair. Entretanto, ouço a porta de casa bater.
- "Marta?"
- "Sim papá?"
- "Ah, estás em casa. Olha, não te preocupes em ir buscar o Tomás. A mamã ligou-me e disse que o vai buscar."
- "Pronto papá, está bem. De qualquer das formas, vou ter de sair para ir entregar os apontamentos a um colega meu que faltou às aulas hoje."
- "Está bem filha, não demores."
- "Sim papá."
Acabo de tomar o meu banho, coloco todos os cremes e visto a minha saia florida e a minha camisa branca. Pego nos apontamento e saio de casa.
São 17h40. Faltam 20 minutos para a hora combinada com o Pedro, e como não estou para ficar à seca, vou ao café tomar qualquer coisa.
- "Boa tarde."
- "Boa tarde. Queria um café, por favor."
- "É para já."
Durante este pequeno contacto com o empregado do café, na mesa em frente à minha senta-se um rapaz em quem o meu olhar prendeu imediatamente. Fico embasbacada como, na minha santa terrinha, podem existir rapazes assim. Entretanto, o meu café chega e já são 17h50. Tomo o café sem nunca tirar o olhar do rapaz sentado à minha frente.
Dirijo-me ao balcão para pagar e quando me dirijo para a saída, deixo cair tudo o que levo na mão ao chão. O tal rapaz apressou-se logo a ajudar a apanhar as coisas e eu continuo sem conseguir tirar os meus olhos de cima dele.
- "Obrigada."
- "Não tens de quê. Apontamentos de Português?"
- "Sim, são para um colega meu."
- "Uhm, muito bem. Já agora, como te chamas?
- "Marta. E tu?"
- "Igor, muito prazer."
- "Nunca te tinha visto por cá."
- "É normal, Marta. Mudei-me à poucos dias. Vim morar com os meus avós. Os meus pais foram para a Suíça em trabalho e decidiram que eu vinha morar com os meus avós. Sem querer abusar, estás no liceu de cá?"
- "Sim, estou. Ando no 12º ano de Humanidades."
- "A sério? Bem, Marta, parece que vamos ser da mesma turma."
- "Vais para lá? Que bom. Bem, já sabes, caso precises de alguma coisa, não hesites."
- "Oh, muito obrigado Marta. Bem vou precisar. Isto de vir para um sítio e não conhecer ninguém não é nada bom."
Entretanto, olho para o meu relógio. Com esta conversa toda perdi a noção das horas. Já estou atrasada para entregar os apontamentos ao Pedro.
- "Igor, mil desculpas, mas vou ter de ir embora. Fiquei de entregar os apontamentos ao meu colega às 18h e como vês já passa muito da hora."
- "Não tem mal nenhum Marta. Toma, fica com o meu número e depois diz-me qualquer coisa."
- "Sim, eu digo."
- "Até depois."
Durante o caminho para o parque, fico a pensar no Igor... "Mais um rapaz na minha turma? A meio do ano? Será mais um para me pedir os apontamentos?"
Entretanto chego ao parque e vejo o Pedro, sentado num dos bancos, acenando para o ver. Vou ao encontro dele.
- "Pedro, desculpa o atraso. Fui ao café e fiquei na treta..."
- "Típico das mulheres, não é? Bom, de qualquer das formas, obrigado pelos apontamentos miúda."
- "De nada."
Bem, que parvo... Este Pedro não tem emenda. Bem que pode tirar o cavalinho da chuva se pensa que lhe volto a fazer um favor destes. Odeio pessoas assim, interesseiras...
Chego a casa e ouço o meu irmão a chorar.
- "Mamã, o que se passa com o Timmy?" (ele chama-se Tomás, mas é assim que o tratámos carinhosamente em casa)
- "Caiu no infantário e dói-lhe o joelho. Está todo esfolado, mas a mamã vai tratar disto com muito amor, não é meu pequenote?"
Vejo o meu irmão a acenar com a cabeça, ainda com os olhos cheios de lágrimas prontas a ser derramadas...
- "Mamã, vou-me deitar... Estou muito cansada, tenho dormido pouco, ando cheia de trabalhos e testes e tenho de descansar. Não te preocupes com o facto de não jantar. Não tenho fome. Até amanhã."
- "Sabes bem que não gosto que te deites sem jantar Marta, mas tudo bem. Dorme bem filha."
Subo para o meu quarto e pego no meu telemóvel e no papel que o Igor me deu no café. Envio-lhe a seguinte mensagem:
"Gostei muito de te conhecer. À primeira vista pareces um rapaz muito inteligente e responsável. Espero não me enganar.
Beijinhos, Marta."
Fico à espera de uma resposta durante 15 minutos. Não a obtendo, desligo o telemóvel e deito-me. Amanhã é um novo dia. Mas, será que fui muito directa? Será que abusei? Será que ele vai responder?

(bom, meninas e meninos, decidi começar uma história no blog. estou farta de escrever sempre textos virados para o mesmo assunto, e acho que é uma boa altura para inovar. sei que está um pouco longo (MUITO!) mas não é por mal. estou cheia de ideias e, caso vocês concordem, posso continuar com isto. que acham? beijinhos a todas/os)