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O amor...

O amor, amável travessura do destino para quebrar o gelo de uma vida quase inerte, sentimento inteligível e intrínseco que se sente apenas uma vez...
Não me venham que há maneira alguma de amar duas vezes, porque numa ama-se, na outra habitua-se. É tão difícil amar e ser feliz e é doloroso a "arte" de amar e perder, mas será sempre mais proveitoso amar do que nunca o ter feito... E hoje tomo consciência que é impossível escolher quem se ama.
Antes, no meu entender e falando do amor, diria que "posso escolher quem amo quando permito aquele olhar, aquele toque, aquela palavra doce e aquele beijo sensível e profundo... Sou eu, consciente ou inconscientemente, que escolho quem amo". Maior dos enganos. Agora digo que esta afirmação é uma premissa falsa e errada.... O amor é um reflexo e, tal como a sombra, que se modula conforme a altura e a luz, o amor por muito que cresça, que diminua, voltará sempre a crescer.

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Hoje não vou ser correcta nem coerente. Para quê sê-lo se as pessoas não se preocupam nem procuram sê-lo comigo? Então, porque haveria eu de procurar sê-lo com os demais? Peço desculpa, mas a minha personalidade foi desenhada por mim, tendo sempre em atenção a falta de todos os demais, e ninguém tem o direito sequer de apontar o dedo seja em que circunstância for, pois ao primeiro deslize também podem falhar. 
Contudo, a mente é minha e eu dou-lhe a liberdade que quero. Não me peçam coerências. Antes de as pedirem a mim, peçam-nas a vocês. Aprendi a lutar por um objectivo. Façam o mesmo, tendo em conta que o primeiro objectivo será a auto-coerência. Talvez isso leve qualquer pessoa a qualquer lado na vida.

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