Sinceramente, já estava à espera sabes? Mas habitua-te a fazer uma coisa: não prometas as coisas quando sabes que não as vais cumprir... Primeiro dizes que vens passar o Natal cá, agora decides não vir. E não me venhas com desculpas... Trocar a família por uma mulher? Se é por isso, trazias-a, como já tinhas dito... Mas não... É mais um ano que passas o Natal longe de quem te quer bem e, mais uma vez, acusas-me de ter culpa, por nunca passar o Natal contigo. Diz-me uma coisa? Quem é que me viu crescer? Quem é que aturou as minhas birras? Quem é que me levou ao médico sempre que estava doente? De certeza que não foste tu, mas sim a mamã.
Por enquanto não me quero lembrar que existes. E aviso já... Deixei de ter confiança em ti. Não te atrevas a fazer a mesma merda que fizeste no ano passado e hoje.
Adeus Pai.