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Idealizei um futuro contigo, futuro esse que hoje sei que jamais se concretizará. Em tempos foste a minha vida, em tempos todo aquele sentimento guardado do lado esquerdo do peito teimava em explorar todos os recantos do meu humilde corpo. Amei de alma e coração, hoje amo com ambos eles destroçados. Culpaste-me por tudo, atiras-te as culpas para cima de mim para teres alguma paz de espirito, acreditando plenamente que irias ficar sem qualquer peso na consciência. Não sei se te arrependeste, mas agora pouco me interessa, pouco ou nada farei para ver se isso realmente aconteceu. Tudo o que a cabeça interiorizou está a ser filtrado para o coração, dia após dia, minutos após minuto. O futuro somos nós que o fazemos, tu decidiste o teu, acabando assim com o meu. Pois te digo, com o coração nas mãos, que as mentiras que me disseste, as palavras sujas que exploraste e sem qualquer tipo de pudor, usaste, jamais serão esquecidas e será nelas que me erguirei e te pisarei assim como tu pisaste sem dó nem piedade o meu coração.
Não é por raiva, não é por ódio, apenas por vontade de esquecer e de mudar. Fizeste de mim a má da fita, sabendo muito bem que esse papel te pertence a ti. E mesmo não merecendo, te dedico estas linhas, para saires da minha vida e te concentrares apenas nelas. No passado pertenceste-me e ficaste guardado no coração. No futuro, não te quererei mais e do coração passarás para estas linhas, agora finais.
Não aguento mais isto. Por mais que me custe, é o que tem de ser feito. És uma página virada na minha vida e custa-me ter de o fazer, mas é o melhor.
Adeus.
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« É preciso saber viver o amor, esquecer mágoas e matar inseguranças e acreditar que vale a pena amar alguém, que vale a pena partilhar o nosso amor, mesmo que quem o recebe não saiba abrir as mãos para o agarrar. »
Margarida Rebelo Pinto

Mas eu preciso que abras as tuas mãos para agarrar o meu amor, preciso que me ames, preciso que me faças feliz.
Preciso de ti, R.


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« Há muitos tipos de corações. 
Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. 
Há corações com trancas, segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. 
Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. 
Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos.
E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar.
Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. 
Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... 
Há corações missionários, despojados e enormes.
Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... 
Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.
Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. 
Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...
Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. 
Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.
Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir.
E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.
Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... 
Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.
Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. 
Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.
Há corações duros como aço, sem arritmias, onde nada risca e faz mossa e corações de plasticina que se moldam às formas dos corações que amam.
Há corações de papel, bonitos e frágeis que se amachucam facilmente e desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro que quando se estilhaçam nunca mais se recompõem e corações de porcelana que depois de se partirem ainda sabem colar os destroços e começar de novo.
Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações ocidentais hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde tudo é meticulosamente arrumado segundo costumes e convenções, latinos que batem ao som da paixão e da loucura.
Há corações de uma só porta que são como grandes casas de família e outros de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade.
Há corações que são como conventos, silenciosos e enclausurados e outros que são como hotéis, onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promíscuos. 
Há corações parasitas, que vivem do afecto dos outros sem nada dar e corações dadores que só são felizes na entrega.
Mas há ainda uma ou outra espécie de corações, os corações hospedeiros que sabem receber e fazem sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dão e aceitam amor sem se fixarem, que tratam cada passageiro como se fosse o último, enquanto procuram o coração gémeo, sempre na esperança, secreta e nunca perdida de um dia deixarem de viajar e sossegarem para a vida. »
Margarida Rebelo Pinto


O meu tanto está pequenino, partido em mil pedaços e vazio, como está enorme, cheio de amor e cheio de ternura. E o teu? Dizes-me? Como está o teu coração agora R.? Cheio de mim ou vazio?
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Desculpa por não ser quem tu estavas à espera que fosse…
Desculpa por, muitas vezes, te desiludir, por ser uma egoísta e não pensar em ti e no que me pedes…
Desculpa por ser quem que sou, por dizer o que digo, por pensar o que penso, por tudo e mais alguma coisa…
Desculpa por muitas vezes não ter a calma que me pedes ou que gostavas que tivesse…
Desculpa por não valorizar o que gostas…
Desculpa por não te dar tudo que queres ou precisas…
E… Desculpa por tentar ser quem queres e não conseguir…
É por isto e muitos outros motivos que, muitas vezes penso que não te mereço…
Por isso peço-te que penses no que queres e se eu faço parte desse querer...
Tenho medo de te perder, muito medo. És, sem sombra de dúvidas, aquele que me faz imensamente feliz, que me  faz sentir amada. É contigo que quero ficar, juro. e quero morrer do teu lado, amar-te para sempre. 
Amo-te.

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Quero caminhar por ruas sem um fim certo, quero fugir dos obstáculos que se opõem à nossa frente e que não nos querem deixar passar. 
Quero alcançar o teu rosto, percorrer os teus lábios, olhar esses teus olhos que me intimidam... 
Quero muito muito unir nossas mãos como ÚNICA força. 
Quero muito ter esse teu abraço que me faz ter certezas de que o meu lugar é do teu lado...
O nosso amor renasce a cada troca de olhares lá no infinito do nosso amor. 
Quero escrever a nossa história de amor em linhas sem fim.
És o homem da minha vida.
És tudo R.

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« dá-me vontade de te ter a meu lado, vendo-te olhar para mim »

promete-me que isto não acaba depressa, promete-me que vais ser meu para sempre, faz-me juras de amor, promete-me este mundo e o outro, faz-me feliz para sempre. quero-te para sempre!

Meu R.

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